Nutrição Integrativa

com Taisi Duarte

O que é estresse oxidativo.

mãos segurando a palavra stress.

O estresse oxidativo é um processo fisiológico que ocorre naturalmente no corpo humano, envolvendo a produção de espécies reativas de oxigênio (ROS) e nitrogênio (RNS). Essas espécies são moléculas altamente reativas que podem causar danos celulares e contribuir para o desenvolvimento de várias doenças crônicas. Não tem como evitar que ocorra, pois são naturais do nosso metabolismo, mas para evitar problemas como danos celulares, envelhecimento e até doenças, é necessário o combate ao excesso desse estresse. Como tudo na vida é equilíbrio, neste caso não será diferente, vamos dar suporte ao nosso corpo para elimina-los sem que soframos os danos.

Danos Causados pelo Estresse Oxidativo:

O estresse oxidativo pode levar a danos significativos nas células e tecidos do organismo. Podem reagir com lipídios, proteínas e DNA, causando modificações que prejudicam a sua função normal. Isso pode levar ao envelhecimento precoce, disfunção celular e contribuir para o desenvolvimento de doenças crônicas, incluindo câncer, doenças cardiovasculares e neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson.

As principais fontes de estresse oxidativo incluem a exposição ao tabagismo, poluentes ambientais, radiação ultravioleta, dieta pouco saudável e estresse crônico.

Alimentos Antioxidantes:

Uma maneira de combater o estresse oxidativo é através do consumo de alimentos ricos em antioxidantes. Pois, estes são compostos que neutralizam as espécies reativas de oxigênio, reduzindo os danos celulares. Alguns alimentos ricos em antioxidantes incluem:

  1. Frutas: Mirtilos, morangos, framboesas, uvas, laranjas, limões, maçãs e kiwis.
  2. Vegetais: Espinafre, brócolis, couve, cenoura, tomate e pimentão.
  3. Nozes e Sementes: Nozes, amêndoas, castanhas, linhaça e chia.
  4. Grãos Integrais: Aveia e quinoa.
  5. Chá Verde: Rico em catequinas, poderosos antioxidantes.
Vitaminas Antioxidantes:

Ademais, algumas vitaminas têm propriedades antioxidantes importantes para combater o estresse oxidativo. As principais são:

  1. Vitamina C: Encontrada em frutas cítricas, kiwi, morango, pimentão e brócolis.
  2. Vitamina E: Presente em sementes, nozes, amêndoas e óleos vegetais.
  3. Vitamina A: Encontrada em alimentos de cor laranja e verde, como cenoura, batata-doce e espinafre.
  4. Vitamina D: Além de sua função na saúde óssea, a vitamina D também possui propriedades antioxidantes.

Em casos de estresse crônico, ou estresse agudo acentuado, além de atentar-se a alimentação rica em fontes de antioxidantes, pode ser necessário suplementar com aporte dessas vitaminas afim de combater o estresse oxidativo.

A Função do N-acetilcisteína (NAC) no combate ao estresse oxidativo:

O N-acetilcisteína, ou NAC, é um composto derivado do aminoácido cisteína e tem sido estudado por sua capacidade de combater o estresse oxidativo. O NAC atua como um doador de grupos sulfidrilas, que são importantes na síntese da glutationa, um dos principais antioxidantes endógenos do corpo humano. A glutationa ajuda a neutralizar as ROS e RNS, protegendo as células contra danos oxidativos.

Além disso, o NAC também demonstrou propriedades anti-inflamatórias e de desintoxicação, tornando-se um potente aliado na proteção contra danos oxidativos em várias condições de saúde.

Principais Enzimas Antioxidantes:

Além dos antioxidantes obtidos através da dieta e do NAC, o corpo humano possui enzimas que têm papel fundamental na proteção contra o estresse oxidativo. Algumas das principais enzimas antioxidantes são:

  1. Superóxido dismutase (SOD): Catalisa a conversão do superóxido em oxigênio e peróxido de hidrogênio.
  2. Catalase: Encontrada em peroxissomos, converte peróxido de hidrogênio em água e oxigênio.
  3. Glutationa peroxidase (GPx): Utiliza a glutationa para reduzir peróxidos lipídicos.
  4. Glutationa redutase: Regenera a forma reduzida da glutationa, essencial para a ação da GPx.

Menciono aqui estas enzimas, para auxiliar no entendimento que nosso corpo tem enzimas próprias para trabalhar neste combate, porém as enzimas não vão funcionar sem nutrientes. Elas dependem diretamente de vitaminas, minerais e nutrientes. A alimentação natural, com diversidade de alimentos in natura, traz nutrientes de forma suficiente para as enzimas fazerem seus devidos papeis.

Para entender melhor sobre o que nosso corpo precisa para bom funcionamento das enzimas, leia o artigo: Tudo o que o nosso corpo precisa.

Suporte Hepático:

O fígado é um órgão vital para a desintoxicação do corpo e, portanto, está exposto a um alto risco de estresse oxidativo. Além disso, o estresse oxidativo crônico pode levar à inflamação hepática.

Então, para proporcionar suporte hepático adequado, é essencial adotar um estilo de vida saudável, incluindo uma dieta balanceada, rica em antioxidantes, e evitar o consumo excessivo de álcool e substâncias tóxicas. Além disso, algumas evidências sugerem que a suplementação com antioxidantes, como o NAC e vitamina E, pode beneficiar a saúde hepática, auxiliando na proteção contra danos oxidativos.

Conclusão:

Em suma, o estresse oxidativo é um processo fisiológico que pode causar danos celulares significativos, além de antecipar o envelhecimento e contribuir até para o desenvolvimento de doenças. Então, para combater esse processo, é importante adotar uma dieta rica em alimentos antioxidantes e garantir a ingestão adequada de vitaminas antioxidantes, como a vitamina C e E. O N-acetilcisteína (NAC) também desempenha um papel crucial na proteção contra danos oxidativos, através da síntese de glutationa e suas propriedades anti-inflamatórias.

Além disso, o suporte hepático adequado é essencial para a saúde do fígado e para evitar danos causados pelo estresse oxidativo. Portanto, promover um estilo de vida saudável e equilibrado é fundamental para manter o equilíbrio redox do organismo e prevenir o desenvolvimento de doenças associadas ao estresse oxidativo.

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