Nutrição Integrativa

com Taisi Duarte

Adoçantes: não é uma escolha saudável.

O mundo todo utiliza amplamente adoçantes artificiais como substitutos do açúcar. Eles oferecem a promessa de adoçar alimentos e bebidas sem adicionar calorias, o que é atraente para pessoas que desejam controlar seu consumo de açúcar ou perder peso. No entanto, há preocupações em relação aos possíveis efeitos negativos desses adoçantes na saúde.

São eles:

Existem diversos tipos de adoçantes artificiais disponíveis no mercado, cada um com características e propriedades distintas. Os principais adoçantes artificiais são:

Aspartame: é um adoçante muito utilizado em produtos dietéticos. Tem um poder adoçante aproximadamente 200 vezes maior que o açúcar, mas contém calorias. Pessoas com fenilcetonúria devem evitar o aspartame, pois o organismo não é capaz de metabolizar adequadamente um de seus componentes. Associado com lesão ocular, e permitido para gestantes.

Sucralose: possui um poder adoçante 600 vezes maior que o açúcar e não fornece calorias significativas. Produtos de baixa caloria utilizam bastante e é seguro para a maioria das pessoas. Porém há relação com a toxicidade e causas de câncer.

Sacarina: foi o primeiro adoçante artificial amplamente utilizado. Tem um poder adoçante 200-700 vezes maior que o açúcar, mas é conhecido por deixar um sabor residual amargo em algumas pessoas. Embora associada a efeitos adversos em estudos com animais, a maioria das agências reguladoras consideram o consumo seguro. Devido atravessar a placenta, as gestantes não podem consumir. Também, os hipertensos não pode fazer uso, pois contém sódio na composição.

Ciclamato: é um adoçante artificial que tem um poder adoçante 30 vezes maior que o açúcar. Em alguns países, como os Estados Unidos, é proibido devido a preocupações com a segurança. No entanto, em outros países, como o Brasil, é permitido em determinadas quantidades. Também não é permitido em gestantes e para os hipertensos, pelo mesmo motivo do da sacarina.

Acessulfame K: Por ter um poder adoçante intenso, por adoçar sem adicionar calorias significativas, e por ter estabilidade em altas temperaturas, a indústria o utiliza bastante, pois o torna adequado para uso em produtos que passam por processos de cozimento e aquecimento. Além disso, ele não é metabolizado pelo organismo e é excretado sem ser digerido. No entanto, alguns estudos em animais sugeriram que altas doses de acessulfame K podem estar associadas a efeitos adversos, como alterações na função da tireoide e potencial carcinogênico. Até o momento, as gestantes podem fazer uso.

Malefícios:

Embora os adoçantes artificiais serem seguros para consumo humano, é importante destacar que o consumo excessivo gera efeitos negativos na saúde. Alguns dos principais malefícios associados aos adoçantes artificiais incluem:

  1. Aumento do desejo por alimentos açucarados: o consumo frequente de adoçantes artificiais pode levar ao aumento do desejo por alimentos e bebidas açucarados. Isso ocorre porque o cérebro é enganado, fazendo-o esperar uma fonte de energia (calorias) que não é fornecida, e resulta em desequilíbrios na regulação do apetite.
  2. Alterações na microbiota intestinal: alguns estudos sugerem que os adoçantes artificiais podem alterar negativamente a composição da microbiota intestinal, afetando assim a saúde digestiva e o metabolismo.
  3. Efeito no controle glicêmico: Embora os adoçantes artificiais não aumentem diretamente os níveis de açúcar no sangue, pesquisas indicam que seu consumo regular pode interferir no controle glicêmico. Estudos mostram que o consumo de adoçantes artificiais pode levar a um aumento na resistência à insulina, um hormônio responsável pela regulação dos níveis de glicose no sangue. Isso pode ter consequências negativas para pessoas com diabetes ou pré-diabetes.
  4. Impacto na saúde metabólica: Alguns estudos associaram o consumo de adoçantes artificiais a um maior risco de desenvolvimento de síndrome metabólica, que inclui condições como obesidade, pressão alta, alterações nos níveis de lipídios e resistência à insulina. Embora mais pesquisas sejam necessárias para estabelecer uma relação definitiva, esses achados levantam preocupações sobre os efeitos dos adoçantes artificiais na saúde metabólica a longo prazo.

Opções “saudáveis”

Para aqueles que desejam reduzir o consumo de açúcar e evitar os potenciais malefícios dos adoçantes artificiais, existem opções saudáveis disponíveis. Algumas alternativas naturais e de baixo teor calórico incluem:

  1. Stevia: Extraída da planta Stevia rebaudiana, a stevia é um adoçante natural que não contém calorias. Tem um poder adoçante significativo, e considerado o mais seguro.
  2. Eritritol: É um álcool de açúcar naturalmente encontrado em certos alimentos, como frutas. Tem um sabor doce e é quase isento de calorias. O eritritol não afeta significativamente os níveis de açúcar no sangue e a maioria das pessoas o toleram bem.
  3. Xilitol: Também um álcool de açúcar natural, o xilitol tem um poder adoçante semelhante ao do açúcar. Além de ser uma opção de baixo teor calórico, também é benéfico para a saúde dental, pois inibe o crescimento de bactérias causadoras de cáries. Porém tem absorção lenta e causa muita fermentação, com cólicas acentuadas e de caráter laxativo.
Porém:

É importante ressaltar que, embora essas alternativas são consideradas mais saudáveis do que os adoçantes artificiais, o consumo é moderado. Consulte um profissional de saúde antes de fazer uso frequente de adoçantes como parte de uma dieta equilibrada. Pois o mais recomendável é que tenha uma alimentação natural, sem produtos industrializados que contenham adoçantes na composição. E quanto ao uso caseiro, é preciso criar o hábito de não adoçar as bebidas, afim de ingerir cada vez menos adoçantes.

Pois é preferível que consuma mel, açúcar demerara, açúcar de côco, por exemplo, do que adoçantes artificiais, que muitas das vezes prejudicam todo o metabolismo e ainda pode modular a genética, atuando em genes silenciados.

Quanto aos produtos industrializados que contém adoçantes na composição, leia sempre o rótulo e prefira aqueles que tem somente os naturais. Stevia e taumatina são os queridinhos da indústria que segue o caminho naturalista. Estes não agridem nossa microbiota e até o momento não tem estudos com malefícios associados.

Conclusão

É importante estar ciente das diferenças entre os adoçantes artificiais e entender os possíveis malefícios associados a eles. Seu uso em excesso pode levar ao aumento do desejo por alimentos açucarados, alterações na microbiota intestinal, impacto no controle glicêmico e na saúde metabólica.

Para aqueles que desejam evitar os adoçantes artificiais, existem opções saudáveis disponíveis, como a stevia, ou até mesmo açúcar natural da própria fruta.

Em suma, é fundamental buscar um equilíbrio em nossa alimentação e fazer escolhas conscientes. Adotar um estilo de vida saudável, com dieta balanceada, prática de exercício físico regularmente e de fato, preferir alimentos naturalmente doces, como frutas e evitar o uso de adoçantes e açúcares em geral, são atos que agregam para uma vida saudável. Sempre consulte um profissional de saúde para orientações personalizadas e adequadas às suas necessidades individuais.

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